terça-feira, 16 de maio de 2017

Uma Verdade Esquecida



Uma Verdade Esquecida
Provérbios 22.28 “Não removas os limites antigos que fizeram seus pais”

O autodespojamento.

As verdades bíblicas não podem ser adaptadas ao modo de viver, a cultura, ao tempo, ou a época. As verdades bíblicas precisam ser assimiladas por todos, de forma que seu modo de viver mude independentemente da cultura, tempo ou época que viva.
A mensagem de Cristo tem o propósito de fazer o homem voltar ao caminho certo (2Pe 2.15) “Os quais, deixando o caminho direito erraram...”, pois todos erraram. Paulo diz: “Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis” (Rm 3.12) e o propósito de Deus é o de resgatar o homem do seu erro.
A igreja tem esta missão, uma vez que é coluna e baluarte da verdade (1tm 3.15)
Não podemos confundir a igreja de Cristo com a igreja dos homens; pois a diferença está exatamente naquilo que ela reproduz. A igreja dos homens reproduzem os ensinos dos homens, a igreja de Cristo reproduz os ensinos de Cristo. Na igreja dos homens o homem é o centro, na igreja de Cristo Ele é o centro. Na igreja dos homens é a vontade dos homens que deve ser feita, na igreja de Cristo é sempre feita a vontade de Cristo. Dito isto, vamos para a verdade esquecida: O Autodespojamento. Essa é uma verdade ensinada por Cristo, mantida e ensinada por seus discípulos (Apóstolos) e reproduzida pela igreja primitiva.
Jesus em um de seus discursos revelou a síntese do autodespojamento: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”(Mt 16.24) e não apenas isso, a vida e ministério de Jesus falam por si só sobre o ato de despojar-se.
Jesus ao iniciar o seu ministério deu uma mostra de qual seria a base do seu Reino quando proferiu o Sermão da Montanha. Ele começou assim: “Bem aventurado os pobres de espírito” (Mt 5.3) os que não são altivos, autodependentes, presunçosos.
Outro trecho deste discurso reflete bem o espírito do autodespojamento e nos leva para uma visão mais abrangente sobre este ato: “Bem aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mt 5.11,12)
Este trecho em particular mostra a amplitude do despojamento. Este despojar abrange todos os aspectos da vida humana, que mostra que o homem deve despojar-se também de qualquer sentimento de vingança, ou raiva, e nos faz compreender que há maior recompensa no ato do despojamento.
Outro trecho fala sobre isso: “Eu porém, vos digo que não resistais ao mal; ma se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5.39)
Talvez alguém que esteja lendo este arrazoado e sinta-se enfadado com o assunto. Eu não lhe culpo, isso é porque você ainda está cheio de si.
Permita-me contar-lhe uma história sobre um jovem que tinha um sonho de servir a Deus e obedece-lhe em tudo.
Crescia uma criança em certa cidade. Esta criança desde muito cedo demonstrava grande interesse pela palavra de Deus. Rotineiramente frequentava a escola bíblica, e sempre ficava entusiasmado com os heróis da bíblia. Seu coração era inflamado pelos relatos de muitos homens que realizaram verdadeiras proezas em nome de Deus. O tempo passou, esta criança cresceu, mas no seu coração o desejo de servir a Deus não havia morrido. Chega então o momento esperado, um chamado, é hora de tornar real seu sonho; um convite: “Vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me” (Mateus 19.21) Como é difícil o autodespojamento, mas ele é necessário. Muitos estão cheios de si, estão cheios de tantas coisas, porém vazios da palavra de Deus e do Deus da palavra.
Paulo diz: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2. 5-7)
Entenderam porque muitos não conseguem despojar-se? Porque existem muitas igrejas de homens que ensinam o oposto dos ensinos de Cristo!
“Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos símplices” (Romanos 16.18)
“Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3.18,19)
A igreja dos homens seguem os homens, suas doutrinas e seus exemplos. A igreja de Cristo segue O Cristo, sua doutrina e exemplo.
Jesus enfrentou barreiras e muita resistência. Muitos haviam se esquecido de Deus, e tornaram-se cegos seguindo a rituais, e abriram espaço para as doutrinas dos homens, e estas tornaram-se mais importante do que a própria palavra de Deus.
“Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.8,9)
A doutrina humana pode ser bonita, inteligível, bem elaborada, adaptada ao momento e a época, mas, ainda assim não passará do que é: Doutrina de homem.
Muitos estão honrando a Deus com os lábios, com slogan, com frases em camisetas, com adesivos, com liturgias, com shows pirotécnicos dentro de prédios, mas o coração continua longe de Deus.
Disse Jesus: “Em vão me adoram”. A verdade do autodespojamento está esquecida!
Precisamos voltar urgentemente para a palavra. Precisamos correr desesperadamente, contritos e arrependidos para Cristo. Precisamos voltar para Deus.
Façamos parte da igreja de Cristo onde ele é o centro, e onde seus ensinos são reproduzidos.

Na fé, na reprodução, e na esperança.

(R.Silva)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Imitadores de Deus



(Efésios 5.1) "Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados"



Eu sempre acreditei que o maior desafio do cristão era o ser igual a Cristo. Hoje eu entendo que, se nós não formos igual a Ele, sem dúvida alguma não poderemos nos chamar de cristãos.
Paulo não está exagerando, na verdade ele está lembrando que o ser igual a Cristo deve ser encarado como nossa missão. Certa vez Jesus disse: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.48) Jesus apontou o ponto mais alto e disse: Esse deve ser o alvo de vocês, essa é a meta de vocês. Qual referência ele poderia usar? Se olhássemos para a terra que exemplo teríamos? Se olhássemos para os anjos quais deles seria nosso modelo? Não há exemplo entre os homens, e nem entre os homens. O modelo é Deus. Ai está o grande desafio: Como um ser imperfeito pode ser semelhante a Deus? A resposta é simples. Seja próximo de Deus.
Pessoas de uma mesma família possuem traços semelhantes. Esta semelhança vai além da aparência, a semelhança pode chegar até o timbre de voz, certos gostos e aptidões coisas do tipo. Há três explicações para isso. 1) Traços físicos e outras similaridades são herdados por indivíduos de uma mesma família através do genes. 2) Gestos, gostos, preferência e etc são copiados por indivíduos de um mesmo grupo social. 3) A proximidade é fator preponderante para que haja certo tipo de imitação.
Torna-se comum imitar aqueles de quem somos mais próximos. Isso acontece com irmãos, cônjuges e com os amigos. Intencionalmente, ou sem intenção acabamos copiando aqueles de quem somos mais próximos. Somos tendenciosos a repetir os outros, isso pode ter o lado positivo, e também o lado negativo. A bíblia nos adverte sobre este fato: "Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmo 1.1) Observe o que a bíblia diz: "deter-se", "sentar-se". Sempre acabaremos copiando aquele que mais nos aproximamos e com quem passamos mais tempo. A bíblia nos mostra um exemplo positivo, Abraão. Ele nasceu em Ur dos Caldeus, e em uma comunidade que  os hábitos, não agradavam a Deus, ainda assim Deus o escolheu. Deus intencionava faze-lo um modelo, mas como? Abraão já é um ancião de 99 anos (Gn 17.1) então como fazer de Abraão um modelo se tudo que Abraão havia adquirido ao longo de sua jornada de vida não poderia ser usada como exemplo para um povo que surgiria após ele? Deus resolve isso através da aproximação. Deus diz a Abraão: "Anda na minha presença e sê perfeito" (Gn 17.1) Quando lemos o texto de Mateus 5.48 pensamos que Jesus está exigindo muito de nós ao ordenar: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial" não somos perfeitos, quero mudar esta frase não somente aqui, mas em toda a minha vida. "Não estamos perfeitos", mas, poderemos o ser a medida que andarmos mais a mais com Deus. Antigos erros serão acertados, tropeções serão corrigidos, tudo em nós mudará, consertará a medida que andarmos mais com Deus. Abraão cometeu erros, ele mentiu, omitiu, negligenciou, abusou, abandonou, e Deus disse: "Anda comigo" você vai mudar. Quando andamos com Deus antigos hábitos são abandonados. Paulo sabia disso, por isso ele disse: "Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo"(1Co 11.1) Paulo era consciente de que se ele quisesse ser modelo para alguém ele deveria imitar o maior modelo: Jesus. Sabe qual o segredo para sermos melhores a cada dia? Ande com Deus, se aproxime de Deus e aprenda com Deus. Imite a Jesus, seja um IMITADOR de Deus.

Na caminhada, na fé e no aprendizado
(R.Silva)

terça-feira, 29 de março de 2016

O Método Eficaz



(At 2.47) "Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos"

Vivemos em um mundo competitivo; é uma verdadeira selva. O mais forte vence o mais fraco, o maior suprime o menor. Essa é a regra do mundo competitivo, eu disse do "mundo" (sistema mundano)
Esta ideia não deveria fazer parte da nossa realidade, mas infelizmente faz.
É de longa data que se trata a igreja como uma corporação. (isso é lamentável) mais uma vez eu faço a distinção entre igreja e igrejas (denominações) a igreja é de Cristo, e é o corpo místico de Cristo aqui na terra, esta é coluna e baluarte da verdade, ela tem a marca do sangue e a marca da cruz, enquanto que as denominações são humanas e sua marca .... bom deixa pra lá... (Não é isso que quero falar)
A preocupação com o crescimento faz com que se busquem métodos, e esses precisam ser os mais inovadores. Hoje temos o marketing, as técnicas, a psicologia, os métodos, a consultoria eclesiástica, a administração eclesiástica e etc. há um grande portfólio. Não são poucos os que fazem uso de todos esses recursos, e eu digo o porque. Eles não creem mais na suficiência da palavra e nem na soberania de Deus.
Vamos para o relato bíblico.
Na igreja primitiva havia ADORAÇÃO. Você sabe o que é isso? Eu não estou falando de cantorias, a bíblia está dizendo que havia adoração. Adorar é render-se, adorar é aproximar-se de Deus, adorar é atrair a presença de Deus, adorar é ver o lugar estremecer com a presença de Deus, e não pelo barulho emitido de vozes humanas, e sim pela manifestação da presença de Deus. Se você não sabe o que é isso é porque nunca esteve em uma reunião de adoração. Reunir-se para adorar não é esperar por tal profecia, ou por estar ansioso por falar em línguas estranhas. Adorar não é ficar esperando que fulano ou beltrano traga aquela visão ou profecia. Adorar é querer estar na presença de Deus com um único objetivo: Adorar. O que virá após isso? não compete a nós, e sim a Ele. Deus tem que ser o centro, o desejado, o aguardado, o esperado. Ele, e unicamente Ele. Em uma reunião de adoração não há lugar para pretensões humanos, e nem é lugar para figurinhas carimbadas (os vasos rsrs) isso é triste, ou diria engraçado. Ao longo de minha caminhada vi tantas coisas (de homem) mais quando comecei a me reunir para adorar e com quem queria unicamente adorar é que vi muitas coisas (de Deus)
Vamos lá. Na igreja havia ADORAÇÃO e isso é o que importa.
Na igreja havia SIMPATIA. Calma, não estou falando de crendices ou superstições do tipo: Sal grosso, óleo ungido, água purificada, fluidificada, vassoura de fogo, mezuzáh, água do rio Jordão, pedra do templo, pulseira da aliança, chave da vitória, anel do pacto... a lista é grande, vou para por aqui. Havia simpatia na igreja. O dicionário da língua portuguesa define simpatia assim: Sentimento de atração moral que duas pessoas sentem uma pela outra; ou seja, havia nos irmãos algo que atraia. Os de fora se sentiam atraídos pela prática, pela fé, pela conduta, pelo zelo, pela ordem, pela decência e principalmente pela presença de Deus entre eles.
ACRESCENTAVA-LHES o Senhor: O crescimento no corpo da igreja é algo comum, ou seja, é inevitável. Sobre isso Jesus disse: "O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado" (Mt 13.33)
"O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz arvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos" (Mt 13. 31,32)
Crescimento é algo intrínseco a igreja, basta ela fazer uso do que Deus lhe deu: A SEMENTE. A semente é a palavra que deve ser pregada. A semelhança do lavrador que trabalha a terra e lança a semente e espera os frutos, assim é a igreja, basta ela trabalhar a terra, lançar a semente e esperar.
A bíblia diz que na igreja havia dinamismo, havia animo em anunciar a palavra de Deus, e é por isso que ela crescia. O trabalhador não pode desanimar, por mais cansativo que seja, por mais penoso que possa ser o trabalho, ainda assim devemos continuar. Toda semeadura tem seu tempo de germinação, crescimento e frutificação. O segredo está em continuar. Diz o texto: "E dia a dia acrescentava-lhes o Senhor a igreja aqueles que haviam de ser salvos". Eis a demonstração clara do processo da semeadura: Dia a dia; isto quer dizer que a igreja não esmorecia e dia após dia trabalhava a terra e semeava a boa semente, e o resultado? Crescimento! Deus acrescentava, Deus dava o crescimento. "Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento" (1Co 3.6)
Eis o método eficaz! basta seguir este modelo. Não precisamos correr atrás de inovações fajutas, pois, o que estamos vendo é um grande retrocesso na igreja ao invés de avanço. A bíblia nos ensina que trabalhos e métodos que não coadunam com o modelo bíblico não passam de ativismo religioso e obras mortas. "Conheço as tuas obras, que tens nome deque vives e estás morto. Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus" (Ap 3.1,2) "Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu" (Ap 3.17) Nem sempre aquilo que realizamos e obra viva, e nem sempre aquilo que temos tem valor para Deus. Precisamos passar tudo pelo crivo da palavra, pois, é a palavra que revela a vontade de Deus e o que o agrada.
A igreja é dele, o mundo é dele, nós somos dele, e precisamos fazer tudo para ele, de maneira que agrade a ele e não a nós. Se é para ele tem que ser da maneira dele."Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante o Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor" (Lv 10.1,2) parece que tudo estava certo, pessoas certas, lugar certo, trabalho certo...só não estava da maneira certa, então, Deus não aceita. Eu não posso fazer do meu jeito e querer que Deus aceite; se é pra ele, então tem que ser da maneira dele.
Muitos hoje estão atrás de métodos, dos melhores métodos, dos métodos mais recentes (que pena) A bíblia já está dizendo: Ei, o método eficaz está aqui, me leia, creia em mim! É triste!
Já se vão um pouco mais de quinze anos trabalhando na obra de Deus, sempre a frente de um rebanho; seja grande ou pequeno, mais sempre a frente, e eu nunca presenciei o nanismo na igreja quando se segue o método bíblico. O crescimento é na proporção e consistência que Deus quer. Durante este tempo de ministério eu aprendi que é possível crescer em quantidade e com qualidade. O segredo está na Adoração, na simpatia e na pregação da palavra de Deus. Este é o método eficaz e que agrada a Deus.
Somos o resultado da escola apostólica, e esta é o resultado da obra do Espírito de Deus. Devemos, por amor a Deus e para a saúde espiritual da igreja continuar no caminho que Ele deixou.

Na fé, na obediência e no Modelo Bíblico.
(R.Silva)




 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Venha o Teu Reino



Venha o Teu Reino
“E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10.7)

Reino dos céus
Essa expressão acha-se somente em Mateus, e ocorre 33 vezes. O reino dos céus é a soberania de Deus, tanto uma realidade presente quanto uma esperança futura.
A palavra “céus” era utilizada numa tentativa de evitar a palavra “Deus”; desde então os judeus usam a expressão hebraica malkhut hashmmayin (“o reino dos céus”) evitando assim a expressão “Reino de Deus”.
Não estaremos falando de uma expressão, uma pronuncia religiosa, estaremos falando de algo concreto, de um Reino inaugurado e presente. O Reino dos céus não é um projeto, e sim uma realidade.
Assim como a volta de Cristo se dará em duas etapas, da mesma forma, o reino dos céus se dá em duas etapas também.
A manifestação do reino dos céus, ou sua inauguração é de fundamental importância para o povo de Deus e somente o Messias poderia inaugurá-lo. A inauguração do reino dos céus entre nós refere-se ao período da restauração de todas as coisas (Dicionário Teológico CPAD; Claudionor de Andrade).
O texto de Isaias diz: Então brotará um rebento do toco de Jessé, e de suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem decidirá segundo o ouvir dos seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres, e decidirá com equidade em defesa dos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio. A justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins. Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá. A vaca e a ursa pastarão juntas, e suas crias juntas se deitarão; e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e a desmamada meterá a sua mão na cova do basilisco. (Isaias 11.1-8)
Este texto tem sido discutido por muitos sobre o seu cumprimento, e se de fato se aplica a pessoa de Jesus de Nazaré. Os que olham para Jesus de forma cética, e o veem como um simples judeu, ou mesmo como um simples Rabi que pareceu pregando por toda a Judéia, alegam que não há como aceitar que Jesus filho de José tenha sido de fato o messias. No ano 130 d.c o judeu Trifão, segundo Justino Mártir formulou da seguinte forma a sua oposição à ideia de Jesus ser o messias:
“Meu caro, essas e outras passagens semelhantes das escrituras (Dn 7.9-28) nos obrigam a esperar como glorioso e grande aquele que recebeu do Ancião de Dias, como filho do homem o reino eterno. Em troca, esse que chamais de Cristo viveu desonrado e sem glória, a ponto de cair sob a extrema maldição das leis de Deus, pois foi crucificado”.
Em suma, para Trifão Jesus não era o Messias por que fracassou em trazer o reino messiânico.
Outros escritores modernos como David Berger e Michael Wyschogrod (Os judeus e o cristianismo judaico) recorrem à mesma objeção de Trifão, e escreveram eles: “O Messias será aquele que reinará durante o que chamamos de era messiânica, não há outra definição possível. Portanto, o critério básico de avaliação do Messias será dado por uma pergunta simples: Ele trouxe consigo a era messiânica?”.
Esta era messiânica, conforme nos apresenta Isaias é marcada por um governo justo, uma era de restauração, prosperidade, igualdade e paz. Esta restauração se estenderá tanto na vida humana, como também em toda natureza.
 Quanto as características do Reino, os escritores não estão errados, mas o que lhes faltou foi entenderem que este Reino se daria em duas etapas. Para isto usaremos o parecer de outro escritor judeu: David H. Stern:
Tanto em “Yochanan” João (Mt 3.2) quanto a pregação de “Yeshua” Jesus (Mt 4.17) a razão do arrependimento é que o Reino do Céu está próximo. O conceito do reino de Deus é crucial para compreender a Bíblia. Ele não se refere a um lugar nem a uma época, mas a uma condição na qual a liderança de Deus é reconhecida pela humanidade, e uma condição na qual as promessas de Deus de um universo restaurado, livre de pecado e da morte, são, ou começam a ser, cumpridas. Em relação ao reino de Deus, a história pode ser dividida em quatro períodos: Antes de “Yeshua” (Jesus), durante sua vida, a era presente (o ‘olam hazeh) e a era futura (o ‘olam haba). Havia uma percepção na qual o reino estava presente anteriormente ao nascimento de “Yeshua” (Jesus); de fato Deus era rei sobre o povo judeu (1Sm 12.12). A chegada de “Yeshua” (Jesus) trouxe um salto na expressão terrena sobre o reino, “porque nele habita corporalmente toda plenitude da divindade” (Cl 2.9)
O novo testamento ensina duas coisas aparentemente contraditórias sobre o reino de Deus: Que ele está próximo ou presente (Mt 4.17; Mt 10;7; Lc 17.21; Lc 21.31) ou que ele está por vir (Lc 19.11; Lc 22.18; Mt 25.1; Jo 18.36) O teólogo George Ladd esclareceu e resolveu esse conflito ao escrever o seu livro sobre o reino de Deus de “The presence of the future” (A presença do futuro).
Hoje o reino de Deus vem imediata e verdadeiramente, mas de forma parcial para todos aqueles que depositam sua confiança em “Yeshua” (Jesus) e sua mensagem, comprometendo-se assim a viver a vida santa que o governo de Deus manda. Como um exemplo da parcialidade, eles têm paz em seu coração, muito embora não exista paz no mundo. Entretanto no futuro, no final da história da era presente, quando “Yeshua” (Jesus) retornar, ele vai inaugurar o reino verdadeira e completamente (Ap 19.6); então Deus cumprirá o resto das suas promessas sobre o reino.
David Stern e George Ladd corroboram com o que estamos afirmando. O reino de Deus está dividido em duas etapas, o reino presente inaugurado, e o reino futuro que será estabelecido. Este reino presente está restrito aos corações daqueles que se renderam ao senhorio deste rei de paz, e o reino futuro será estabelecido de uma forma global no futuro. O texto de Isaias descreve as características deste reino (Isaias 11.1-8). Ele mostra uma transformação de atitudes e de hábitos. Uma paz entre os opostos, a doçura daqueles que são brutos e ferozes, algo que para nós é imaginável. O que dizer de alguém que era extremamente violento e que teve a vida transformada pela palavra deste Deus maravilhoso! Isso não é uma demonstração de que Deus reina nesta vida, e que transformou o universo desta pessoa, e que isto passou e passará a ter um reflexo em todas as extremidades da vida desta pessoa?  Ou o que dizer de um fanático que desde a infância conhecera o lado negro da religião, e fora ensinado que Deus é raivoso, vingativo e destruidor, mas, que ao conhecer este Jesus que é capaz de entregar a sua própria vida em favor de muitos, resolve render-se a Ele e então é transformado e se torna um propagador da paz; não é também esta uma demonstração do Reino de Deus na vida desta pessoa? Como não mencionar uma garotinha, ou mesmo um garoto que a única ideia que tinha de família era a de um campo de guerra, de um lugar de violência e de sofrimento, e que estava condenada a reproduzir tudo isso, e carregar para sempre as marcas de todo o seu sofrimento, então esta pessoa também se encontra com este Rei, e agora é mãe, é pai e ama a sua família e seu lar é um lugar de benção, de respeito e paz! Não é esta também uma demonstração do Reino de Deus? Vivemos a realidade das transformações de vidas que foram alcançadas por este Deus maravilhoso, Ele é Bendito amém! Milhares de vidas que foram alcançadas por este rei de paz podem afirmar: O Reino de Deus está entre nós, e está dentro de cada um de nós.
Deixe-me dizer algo: Nós somos semelhantes a uma cidade fortificada, amedrontados, desconfiados por causa dos muitos senhores cruéis, ai vem este grande conquistador, e fica a nossa porta, e bate. Ele estabelece os termos de nossa rendição através de sua palavra, e quando aponta para nós a cruz, e o túmulo vazio, dando provas inquestionáveis de seu poder, não há como resistir, a rendição é certa! Ele poderia exigir a rendição demonstrando poder de destruição, usando quem sabe um exército destruidor, mas ao contrário, ele usa um exército que promove a paz, e usa as armas do amor. O reino de Deus está estabelecido sobre esta base: O amor. Ele não reina como reinam os homens, pois o seu reino é de justiça, amor e paz, e bem aventurados são todos que fazem parte deste reino, pois serão fartos de amor, de justiça e de paz. Vivemos a parcialidade da realidade deste Reino entre nós, e haverá um tempo já determinado por Deus em que seu Reino pleno será estabelecido em toda terra, e não será apenas um Reino entre os homens, e sim entre as nações. Eu creio nisso!
Eu convido você a ingressar neste reino presente, e experimentar o senhorio de Cristo. O reino de Deus é de paz e jamais terá fim.

No reino, na paz, na fé e no amor.

(R.Silva)

sábado, 11 de julho de 2015

Sonhar é bom, realizar é melhor



Abrindo a Bíblia
Texto: Salmos 126. 1-6
Tema: Sonhar é bom, realizar é melhor

Ciência: O sonho é uma experiência da imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente descobriu-se que até bebês no útero sonham. Sonhar é uma capacidade humana.
Freud: (Sigmund Freud 1856-1934) É a realização dos desejos
Jung: (Carl Gustav Jung 1857-1961) É uma ferramenta da psique na busca pelo equilíbrio da pessoa.
Religião e Cultura: O sonho aparece revestido de poderes premonitórios, ou até mesmo de uma expansão da consciência.
Egípcios e Babilônicos: Davam grande importância aos sonhos, pois acreditavam serem presságios, ou uma forma de comunicação dos deuses. 
Teologia: Há sonhos que são revelações de projetos de Deus, avisos, e livramentos.

Deus fala através de sonhos, e há sonhos que são apenas sonhos. É bom sonhar, na verdade, os bons sonhos são fruto de uma mente tranquila, equilibrada e esperançosa. Deus, ao prometer uma restauração ele disse: "Vossos velhos terão sonho, vossos jovens terão visões" (Joel 2.28) Isso é restauração da esperança, é dar uma nova perspectiva. Quem não tem esperança não sonha, e muitos menos visão de coisas boas. A falta de esperança trás pesadelo, e a falta de fé impede a visão.
Sonhar é muito bom, realizar é melhor. O texto diz: "Éramos como os que sonham" (Sl 126.1) O povo apenas sonhava, eles aguardavam uma restauração. A razão do sofrimento foi a falta da prática da palavra, a ausência da obediência, da luta, da busca. Querer conquistar sem preço a pagar não dá. Não existe conquista sem luta, vitória sem suor, sem lágrima, sem sangue, sem prática, sem obediência. Tudo o que este salmo descreve, embora sendo um belo relato de conquista, ele foi escrito para a nossa instrução; pois, se esse povo tivesse continuamente obedecido a Deus, os cativeiros não seriam necessário. Cativeiro é para quem quebra aliança, quem deixa de guerrear, quem deixa de obedecer. A realização do sonho deste povo só veio quando eles realmente reconheceram que erraram e se voltaram para Deus humilhados e sinceros; isso poucos enxergam neste salmo; só olhamos o lado que nos interessa, e nos esquecemos da dor sofrida no cativeiro, dos açoites, da escravidão, da humilhação. É hora da realização, é hora da conquista, é hora da vitória! Não é de qualquer maneira como muitos pensam. Há os que dizem: RECEBAAAAAA a sua vitória....kkkkkk....não é assim! não é falta de fé da minha parte, nem falta de espiritualidade, é simplesmente inconcebível biblicamente...NÃO ME CULPE, leia a bíblia...Deus não abençoa desconcertado...Deus permite o cativeiro para o desconcertado e dá vitória para o arrependido...Deus realiza os sonhos dos que lhe obedecem e lhe servem de coração e não apenas de lábios.
Vamos realizar nosso sonhos? Vamos batalhar nesta vereda da fidelidade? Vamos lutar para vencer a nós mesmo e todos os obstáculos que se colocarem a nossa frente?
Creia, pois Deus pode realizar teus sonhos. Sua palavra diz: "Deleita-te também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará" (Salmo 37.4,5)

Na fé, na obediência, e na esperança

(R.Silva)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Daniel, homem muito amado



Texto: Daniel 10. 11,12
Tema: Daniel, homem muito amado

Daniel: 10. 11. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo. 12. Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.

Você já ouviu a expressão: "A grama do vizinho sempre é mais verde"? Pois é, não é o caso de Daniel. Este homem recebeu o favor de Deus, mesmo quando tudo parecia conspirar contra ele. Foi arrancado de sua família, dos seus amigos, e de sua terra quando ainda era um jovem. Este homem teve seu sonho interrompido. Daniel possuía todas as razões para atribuir a sua má sorte a Deus. Ele poderia se sentir, frustrado, abandonado, ludibriado. Não foi o que ele fez, ao contrário, ele provou que mesmo quando tudo parece desfavorável, ainda assim devemos nos manter fieis a Deus, pois o Deus dos fieis jamais desampara os seus.
Daniel seguia uma rotina diária de devoção a Deus, independente do contexto ao seu redor. Este homem desde cedo descobriu que o segredo estava na obediência irrestrita, e na busca constante da presença de Deus. É aos pés de Deus que encontramos força, alento e coragem, e isso Daniel tinha de sobra. Vejamos agora o capitulo dez. Aqui, já se passara quase setenta anos, e Daniel esta indagando a Deus pelo cumprimento da promessa. Alguém pode pensar: Daniel colocou Deus na parede, Daniel se revoltou? A resposta é não! Quando perguntamos para alguém sobre uma promessa feita, é por que acreditamos que esta pessoa irá cumprir o que prometeu. Você já duvidou de seu pai quando ele lhe prometeu algo? Claro que não ! Mas porque você perguntou? Ansiedade. Daniel estava ansioso para saber quando Deus iria entregar o que prometera, não porque duvidasse, mas sim porque estava ansioso (Deus não é homem, para que minta; e nem filho do homem para que se arrependa Nm 23.19) Daniel no capitulo dez não é mais um jovem, e sim um ancião, e por mais uma vez ele está sendo aperfeiçoado pela prova, e agora é a prova do tempo. Quase setenta anos se passaram e Daniel tem que saber esperar, durante a espera aprendemos a confiar. Só espera quem confia, aqueles que desconfiam abandonam, fogem, vão embora. Daniel espera, e como é difícil a espera, porém, aqui há um segredo, a recompensa é para aqueles que sabem esperar, e Daniel a recebe em forma de uma palavra: "Homem mui amado..tuas palavras foram ouvidas" (v.v 11,12)
Isso é um verdadeiro bálsamo para aqueles que estão cansados no deserto da espera, é revigorante e rejuvenescedor. As vezes pensamos: porque demora tanto? Deus não me vê? Deus não se importa? Amigo(a) é claro que Deus te vê, e é claro que Deus se importa! A questão é que, assim como estava determinado que o cativeiro duraria setenta anos (Daniel 9.2) assim também na sua vida tudo está determinado. Não digo que Deus preparou para você uma luta, ou sofrimento, só para mostrar que ele é poderoso. Na vida estamos sujeitos a todo tipo de intempéries, Jesus disse: "No mundo tereis aflições" (João 16.33) é nessa hora que Deus hage, é nesse momento que ele intervém em nosso favor. Creia, Deus está vendo tudo, e você é muito amado por ele.
Ele te diz: Você é muito amado(a) e estou ouvindo a sua oração.

Na fé, na certeza e na paciência
(R.Silva)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Guardados por Deus




Apocalipse: 3. 10. Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra.


Victor Hugo um novelista, poeta, dramaturgo francês certa vez disse: "Há tempestades que não podemos prever". Jamais estaremos preparados para sofrer, isso não passa por nossa cabeca. O sofrimento, a dor, a provação é algo que dilacera a alma, e que desestabiliza nossa base de apoio. Não somos capazes, não estamos prontos para o sofrimento ou a perda. Jó disse: "O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu" (Jó 3.25) (NVI) Deus não criou o homem para o sofrimento, porém, após a queda, essa passou a ser uma de nossas realidades. (Não devemos nos alarmar por isso, Deus é capaz de restaurar todas as coisas). O que fazer com o ser criado frágil e limitado? A resposta é: FORTALECER, foi o que Deus fez. Ele nos fortaleceu em Cristo. Ele nos deu força, ele nos deu uma nova perspectiva. Olhamos para ele e somos iluminados (Sl 34.5)
Nossa realidade é outra, as lutas existem, as guerras também, porém, nenhuma dessa coisas irá nos fazer parar. Uma coisa é certa, não arredaremos um centímetro. Sabemos em quem temos crido. O momento exige paciência e sabedoria. Todas essas notícias de violência, perseguição, crise, arroxo, inflação, decadência e etc. Tudo já estava previsto, só não imaginava-mos que aconteceriam em nossos dias.
Deus sempre tem a ultima palavra, e essa é: "Eu te guardarei".
Ele guarda da crise, ele guarda da queda, ele guarda do naufrágio, ele guarda da friesa, ele guarda dos falsos, ele guarda dos hipócritas, ele guarda dos charlatões, ele guarda da morte (só morremos quando Ele quer). Ele nos guarda.
Estejamos firmes e prontos!
Na fé, na esperança, na paciência e no amor
(R.Silva)